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sábado, 7 de outubro de 2017

Como cuidar de um peixe lutador | Betta



O peixe de combate, ou o peixe Betta Splendens, é um peixe de água doce do Sudeste Asiático e especialmente da Tailândia.

Os machos desta espécie são muito bonitos, com barbatanas flutuantes, geralmente em tons azuis ou vermelhos, mas as fêmeas são menos pronunciadas, com cores variando de dourado a marrom e pequenas barbatanas. Nos últimos anos, os Betta estão se afundando como peixe para manter a casa.

O peixe Betta basicamente substituiu os peixes vermelhos mais tradicionais em relação à vida na tigela.

O Lutador Masculino caracteriza-se por ser extremamente territorial e não tolera a presença de outros peixes. Ele, portanto, vive sozinho, ou no máximo com algumas fêmeas de sua própria espécie. Esta é a razão pela qual as lojas geralmente as acham isoladas em pequenas tigelas ou pequenos aquários.

Comparado ao peixe vermelho tradicional vive muito menos. Se mantido perfeitamente e respeitando suas necessidades, ele vive em média em cativeiro 2 ou 3 anos.
 
Dizem que os peixes Betta podem viver apenas 15 cm de água ou em um copo, mas não há nada de errado com ele! Este rumor surge do fato de que Fighting Fish é típico dos arrozais tailandeses, onde a profundidade da água é bastante baixa. Mas em liberdade e em sua terra de origem, o peixe Betta se alonga há muito tempo, embora não muito raso, para nadar.

  Peleando peixe1

Se você decidiu pegar um peixe Betta aqui estão algumas dicas práticas que serão úteis para torná-lo vivo e saudável.

Se você já tem um aquário com outros peixes, evite comprar um peixe macho Betta. Como dissemos, este é um peixe extremamente agressivo contra outros peixes, então em pouco tempo mataria todos os outros componentes do aquário, ou seria mortalmente ferido no choque com peixes maiores e mais robustos.
 
No caso de o peixe Betta especialmente o fascinar, deixe-o viver sozinho ou acompanhado por fêmeas de sua própria espécie, mas apenas se você tiver um aquário de tamanho bastante grande e definido com plantas e rochas onde os peixes podem se abrigar e esconder.

Se o seu peixe Betta vive em uma tigela de vidro clássica, tente fazê-lo o mais confortável possível e reproduza seu habitat.

Coloque-o na parte inferior do recipiente do cascalho especial para aquários, de preferência em cores escuras, e adicione plantas.

Escolha plantas verdadeiras, possivelmente superfície, ou como alternativa às plantas de seda macia.  

O peixe Betta tem longas barbatanas macias que são muito delicadas, com plantas de plástico susceptíveis de serem constantemente feridas, e em pouco tempo haveria feridas micro-infectadas que levariam a uma morte rápida.

Claro, seria muito melhor ter uma bomba para reciclagem contínua de água e filtros especiais, talvez com material natural como a cerâmica, mas se você não tiver e não pretende comprá-lo, lembre-se de mudar a água para o seu peixe Betta dias alternados.
O momento de mudar a água é um momento muito delicado:
  • Pegue seu peixe em um copo separado, na sua água, talvez ajudando com uma tela e prestando atenção para não machucá-lo.
  • Enxágüe a tigela, os seixos e as plantas cuidadosamente.
  • Encha a tigela novamente com a água que você coletou pelo menos 12 horas antes de deixá-la à temperatura ambiente. Existem gotas no mercado para neutralizar o cloro contido na água, usando-os cuidadosamente seguindo as instruções na embalagem. Se você não possui gotas especiais de cloro, coloque a água coletada em um recipiente em uma abertura bastante ampla e deixe-a ao sol durante pelo menos uma hora. Desta forma o cloro se evapora. Esta segunda opção é perfeita nos meses de verão, quando o sol é mais forte e mais quente. Lembre-se de testar a temperatura da água tratada ao sol antes de mergulhar novamente o peixe Betta. Não deve estar muito quente ou muito frio, mas à temperatura ambiente. A temperatura ideal para um peixe-lutador é de 25 ° C.
  • Uma vez que as pedras limpas, as plantas e a água limpa na tigela estão dispostas, é hora de reinserir o peixe Betta. O peixe não deve ser despejado na água, mas deve ser inserido com delicadeza. Se possível, mergulhe todo o vidro onde ele estava momentaneamente esperando seu peixe e deixá-lo sair sozinho nadando.
Outro ponto delicado para o peixe Betta é o alimento. Pegar peixe é basicamente um peixe insectivore, então você terá que comprá-lo para o seu peixe específico. Existem diferentes tipos e formatos:
  • Liofilizados: pequenos insetos secos.
  • Granulado: larvas e insetos, geralmente enriquecidos com vitaminas específicas.
  • Escalas: são pouco usadas para o peixe Betta, porque afundam rapidamente enquanto se estabelecem entre os seixos.
  • Frozen: são encontrados em lojas altamente especializadas em pequenas bolhas simples. Eles são a comida favorita de Betta.
Você pode escolher o alimento que é mais conveniente para você administrar, ou alternar periodicamente entre si. No entanto, não exagere com as quantidades, o seu peixe deve comer apenas uma vez por dia e em pequenas quantidades. Para um Betta de pequeno e médio porte, existem 4 grânulos por dia suficientes.
 
Beta peixes 2  

Embora de tamanho pequeno, o Peixe-lutador é muito inteligente. Se você se acostumar a comê-lo todos os dias mais ou menos ao mesmo tempo, você achará que seu peixe estará esperando por você, e com o passar do tempo você não terá medo de se aproximar das mãos na hora das refeições.
 
Se você fechar o dedo no copo, notará que Betta segue você e está muito atenta aos seus movimentos.

Peixe de aquário em geral, mas em particular o Betta com suas barbatanas coloridas e flutuantes, são muito relaxantes para observar, com seus movimentos fluidos parecem dançar na água. Se você gosta de peixe e aquários, um peixe Betta é uma experiência única, cuidar não é tão complicado, apenas tendo as atenções certas e seguindo sua natureza, lembrando que ainda é um ser vivo e a nenhum gostaria de viver em um único copo de água para a vida.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Aquarismo | Peixes que parem ao inves de botarem ovos


Olá seja bem-vindo, neste post irei mostrar para você alguns dos peixes ornamentais mais conhecidos pelo aquaristas do genero viviparos ou ovovivíparos, mas para proceguirmos vamos saber o que isso significa:

Vivíparos: os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe recebendo diretamente dela os nutrientes necessários.

Ovovivíparos: ocorre uma combinação das duas formas, isto é, os filhotes se desenvolvem dentro do ovo e dentro do corpo da mãe. Na hora do nascimento, os filhotes saem do ovo.

Ovíparos: os filhotes se desenvolvem fora do corpo da mãe, dentro do ovo que contem os nutrientes necessários. Mais de 90% dos peixes pertencem a essa categoria.

Para o aquarista os peixes vivíparos e ovivíparos sempre são uma grande vantagem, primeiro porque você poderá ver que seu peixe esta prenhe e separa-lo do restante dos outros sem precisar que o macho esteja presente e evitar que os demais os comam e segundo porque esta também é uma forma de alimentar os peixes, póis se não separar a femea a tempo possivelmente não verá nenhum deles.

Continue lendo logo abaixo.....

Vamos conhecer alguns deles
1. Guppy

Nome popular: Guppy, Lebiste ou Barrigudinho
Sub-nomes: Cobra, Black, Fantásia, Red, Blue, Green, etc
Origem: América Central e Brasil
Família: Poeciliidae
Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

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2. Guppy Selvagem

Nome popular: Guppy Selvagem, Lebiste ou Barrigudinho
Sub-nomes: Não possui
Origem: América Central e Brasil
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. São menores que as fêmeas. Fêmea: Geralmente não possui cores.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 6.9 a 7.9. dH 6 a 10
Manutenção: Muito Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

3. Guppy Merah

Nome popular: Guppy, Lebiste ou Barrigudinho
Sub-nomes: Cobra, Black, Fantásia, Red, Blue, Green, etc
Origem: China
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo e são partido em tiras. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras que também muitas das vezes são partidos em tiras.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

4. Guppy Ribbon

Nome popular: Guppy Ribbon, Lebiste ou Barrigudinho
Sub-nomes: Cobra, Black, Fantásia, Red, Blue, Green, etc
Origem: China
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo e as do abdomem longos como o do Colisa . Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras que também muitas das vezes são partidos em tiras.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

5. Guppy Moscow 

Nome popular: Guppy, Lebiste, Barrigudinho
Sub-nomes: Cobra, Black, Fantásia, Red, Blue, Green, etc
Origem: América do Sul / Venezuela, Norte do Brasil, Guiana e ilhas do Caribe
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores em seu corpo robusto e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo além de serem enormes e as do abdomem também. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 23ºC a 26ºC PH: 7.0 a 7.8. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.
6. Molly

Nome popular: Molinésia
Sub-nomes: Tigre, Dalmata, Malhado, Black, Red, Orange, etc
Origem: México
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Possui gonopódio (orgão sexual)  Fêmea: Tem uma barbatana na parte anal que a diferencia do macho.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é pacífico e vive bem em aquiários comunitários.

7. Molly Velifera

Nome popular: Molinésia Velifera
Sub-nomes: Lira, Tigre, Dalmata, Malhado, Black, Red, Orange, etc
Origem: México
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Possui gonopódio (orgão sexual) e grandes barbatanas em seu dorço. Fêmea: Tem uma barbatana na parte anal que a diferencia do macho.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é pacífico e vive bem em aquiários comunitários.

8. Molly Lira

Nome popular: Molinésia Lira
Sub-nomes: Blac, Orange, Dalmata, Albino, etc
Origem: México
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Possui gonopódio (orgão sexual), grandes barbatanas em seu dorço e cauda maior. Fêmea: Tem uma barbatana na parte anal que a diferencia do macho.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

9. Molly Ballon 

Nome popular: Molinésia Balão
Sub-nomes: Velifera, Lira, Tigre, Dalmata, Malhado, Black, Red, Orange, etc
Origem: Foi uma mutação nesta espécie, em cativeiro, que deu origem às mollys balão, no entanto estas apresentam a coluna deformada e a sua esperança média de vida é mais curta devido aos problemas que esta deformação pode causar.
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Possui gonopódio (orgão sexual), grandes barbatanas em seu dorço e cauda maior. Fêmea: Tem uma barbatana na parte anal que a diferencia do macho.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiário.

10. Platy

Nome popular: Platy
Sub-nomes: Mickey Mouse, Gold, Red, Tuxedo, Pintail, Tricolor, Panda, Ribbon, Ballon, Malibu, etc
Família: Poeciliidae 
Origem: México e Guatemála
Dimorfismo Sexual: Macho: Possui gonopódio (orgão sexual). Fêmea: Tem uma barbatana na parte anal que a diferencia do macho, mas suas principais características são as bolinhas na calda do qual veio o apelido Mickey Mouse.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.2. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

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11. Espadinhas

Nome popular: Espadinha ou Espada
Sub-nomes: Black, Red, Gold, Tuxedo, Pintail, Ananais, Panda, Ribbon, Wagtail, Marigold, etc
Origem: América Central
Família: Poeciliidae 
Dimorfismo Sexual: Macho: Possui gonopódio (orgão sexual), rabo que acemelha a uma espada. Fêmea: Tem uma barbatana na parte anal que a diferencia do macho.
Tamanho: 5.6cm
Alimentação: Onívora, na natureza se alimenta principalmente de pequenos insetos e zooplâncton, para incentivar a reprodução e manter seu peixe saudável e com belas cores é recomendado oferecer alimentos vivos e fontes de proteína vegetal para o complemento da dieta, além de ração específica para a espécie.
Temperatura: 22º C a 30º C PH: 7.0 a 7.4. dH 6 a 10
Manutenção: Fácil
Sociabilidade: Harém, grupos, este peixe é muito pacífico e vive muito bem em aquiários comunitários.

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Estes peixes são da família dos poecilídeos, ou seja, todos os peixes vivíparos e quando os alevin nascem já estão completamente desenvolvidos. Isso aprimora o cruzamento ente as espécies e almentando a variedade das mesmas.

Pode também se equipar para a reprodução um aquário normal que contenha apenas peixes vivíparos, ou peixes vivíparos e alguns outros peixes ovíparos pouco vorazes, colocando num dos cantos do aquário um ou dois maciços de ervas, onde os peixes possam esconder-se. Os alevins descobrem rapidamente esse esconderijo natural e aí se escondem até serem suficientemente grandes e fortes para poderem sobreviver sem protecção.


Caso se pretenda salvar um número mais elevado possível de peixes, deve se instalar a fêmea sozinha num aquário assim que se note que está prenhe. A indicação mais segura dessa condição é o inchaço do ventre. A chamada “mancha de gravidez”, uma mancha escura que aparece perto do ânus, não constitui um sinal seguro. Se a mãe for bem alimentada e se o aquário estiver equipado com densos maciços de erva onde os alevins possam esconder-se, a maioria deles sobreviverá. Depois da desova, a fêmea pode regressar ao aquário comunitário. Pode reservar-se um aquário exclusivamente para a desova, transferindo os alevins para um aquário de criação alguns dias depois do nascimento.

Têm de se tomar estas precauções para salvar a vida dos alevins, porque a dieta favorita dos peixes são os outros peixes. As próprias mães os podem comer. É desnecessário e pouco aconselhável manter o macho no aquário de desova. Depois de a fêmea ter sido fertilizada, pode parir um máximo de cinco vezes, a intervalos de quatro a seis semanas. O número dos alevins de cada vez pode variar de 12 a 15 numa pequena Molly até 150 num grande Espada.


Quando se mudam os peixes vivíparos de aquário, tem-se que verificar sempre a temperatura da água. Nunca se pode mudar os peixes para uma água que esteja a uma temperatura diferente daquela em que viviam. Quando se transferem os alevins para outro aquário, deve tirar-se os peixes juntamente com uma porção da água do aquário em que se encontravam. Acrescenta-se pouco a pouco a essa água, água do aquário para onde os peixes vão ser transferidos, devendo todas as mudanças ser graduais.

Já se experimentou com êxito fazer a reprodução de Mollys e Espadas albinos em aquários de esmalte branco bem iluminados. Tal como todos os albinos têm uma vista muito fraca, e não conseguem encontrar os alevins de encontro a esse fundo branco iluminado. Num aquário vulgar encontram os alevins com facilidade e comem-nos com maior voracidade do que os vivíparos de pigmentação normal.


Podemos perfeitamente introduzir-se um Corydoras anão ou caracóis em aquários que contenham alevins de peixes vivíparos. Esses agentes de limpeza do aquário só comem os alevins quando estes estão mortos ou prestes a morrer.
A água do aquário

Antes de se encher o aquário, devemos deixar assentar a água canalizada em boiões de vidro abertos ou em contentores de esmalte durante 48 horas, antes de a usar. Os gases dissolvidos na água (que se depositam junto ao vidro e nas plantas sob a forma de bolhas) entretanto desaparecem. O cloro geralmente adicionado à água canalizada das cidades é igualmente libertado durante esse período de tempo. A temperatura ideal da água dos aquários de peixes vivíparos adultos ou pequenos é de 23 graus, se bem que possa ser alguns graus mais elevada ou mais baixa sem que dai advenham para os peixes quaisquer consequências.
A alimentação dos alevins


Os alevins devem ser alimentados várias vezes ao dia com comida moída muito fina, pode distribuir-se esse alimento seis ou sete vezes ao dia, desde que a quantidade fornecida de cada vez seja pequena. Para os alimentar mete-se a ponta do indicador (seco) na embalagem da comida. Uma pequena porção aderirá ao dedo, sacode-se o dedo para dentro do aquário, e a comida distribui-se regularmente à superfície da água, onde as boquinhas esfomeadas dos alevins a vão buscar. O crescimento dos peixes será muito mais rápido se lhes for fornecida uma dose diária de Dáfnias coadas pela peneira mais fina ou de Tubifex, de Camarões de salina ou de Micro vermes reduzidos a polpa.

O número de alevins contido no aquário não deve ser exagerado. Os peixes são animais prolíficos, e por vezes entusiasmamo-nos com a reprodução, obtendo mais do que aqueles que podemos criar. É preferível criar um pequeno número de peixes vigorosos e saudáveis do que um grande número de peixes fracos e enfezados. Devemos atribuir a cada um dos alevins recém-nascidos um volume de água igual a um terço do que é exigido pelos adultos da mesma espécie. Convém também adaptar um filtro aos aquários onde se alojam os reprodutores adultos e os alevins, a fim de manter a água limpa, pouco calcária e com um pH adequado.


Ainda pode proceder à aeração do aquário de criação, o que, juntamente com a acção do filtro contribui para atenuar os efeitos nocivos da manutenção de um excesso de indivíduos num espaço limitado. Para que os peixes se desenvolvam bem, é necessário fornecer-lhes quantidades adequadas de alimentos nutritivos e variados, atribuir-lhes o espaço de que precisam e manter a água a uma temperatura correcta.

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terça-feira, 4 de julho de 2017

Como Criar Peixes em Aquário Usando Bomba ou Filtro D'Água

 
Ao escolher-mos um peixinho como nosso Pet é muito importante também levar-mos em consideração os cuidados que teremos principalmente para prolongar-mos a vida do nosso bichinho.
No nosso caso iremos falar sobre peixes de água doce em aquários de até 15 litros e seu número em até 10 indivíduos. 

Meu Peixinho Ideal
De preferência procure peixes resistentes como Espadinhas, Molinésia, Lebistes, etc. Um dos motivos e por eles não serem ovinos, ou seja, eles parem os alevinos ao invés de ovos. Apesar do Lebistes serem sensíveis ao frio, em geral são ótimos para criação e procriação. Lembre-se de sempre separar os filhotes dos demais assim que nascerem, ou separe as fêmeas prenhe ou tenha bastante algas e lugares para se esconderem.
Ex: Em um aquário de 15 litros adicione 3 Molinésia, sendo 1 macho e 2 fêmeas, 3 Espadinhas, 3 Lebistes (Barrigudinho) e 1 Cascudo ou Peixe Limpa Vidro. Decore-o como quiser seguindo as dicas acima. 

Mantendo a Água Limpa e Oxigenada
Nunca tire toda a água do aquário.
A cada 2 ou 3 dias tire 30% de água e reponha para mante-la limpa.
Caso esteja muito sujo retire a água com os peixes em um recipiente, limpe o aquário utilizando uma bucha nova ou que numca foi utilizado produto químico.
Adicione 30% de água limpa filtrada ou da caixa d'água completando com a do recipiente com os peixes para não mata-los, você também poderá usar um produto anticloro.
Em caso de aquários pequenos como o de Beta Macho faça o mesmo.

Introduzindo Um Novo Peixinho
Para introduzir novos peixinhos em seu aquário pergunte ao vendedor se ele combina, ou seja, não irá agredir ou será agredido pelos que você já possui, ao chegar em casa com seu saquinho deixe-o repolsar por 30 minutos sobre a água de seu aquário até que ambos atinja a mesma temperatura, abra o saquinho e adicione de 30 a 50% da água do aquário no saquinho e aguarde mais 15 minutos.
Pronto, pode colocar seu novo peixinho em seu novo lar.

Filtragem Biológica:
Como o próprio nome indica, é feita por bactérias que utilizam oxigênio para realizar processos como a decomposição de matéria orgânica proveniente de resto de alimentos, folhas mortas, etc.


As bactérias benéficas estão aderidas em sua maior parte em colônias fixadas em qualquer superfície como nos vidros, substrato, enfeites, plantas e mídias localizadas dentro do filtro destinado a filtragem biológica. Existe ainda uma quantidade infinitamente inferior de bactérias em suspensão na água. Elas atuam permanentemente para se ter o equilíbrio desejado em nosso pequeno ecossistema. Resumidamente elas decompõem a amônia (letal para os peixes) em compostos menos tóxicos (Nitritos e Nitratos).

Plantas também absorvem amônia e muito mais rápido que a absorção dos nitratos, possuindo uma competição saudável entre plantas e bactérias pela amônia dissolvida. Para as bactérias benéficas sobreviverem necessitam apenas de um local para se alojarem e nutrientes (Nitrogênio e Oxigênio).

Normalmente as mídias destinadas a filtragem biológica, devem ficar alojadas dentro do filtro logo após a filtragem mecânica, devido a colônia de bactérias já receber água livre de detritos maiores, retidos pela filtragem mecânica. A filtragem biológica, como se pode observar, é vital para o aquário, no entanto, ela ocorre relativamente lenta, principalmente em aquário recém montado ou instáveis.

Filtragem química:
Este tipo de filtragem tem como objetivo eliminar substâncias a nível molecular, onde a filtragem mecânica não retém tais substâncias.


Estas substâncias podem ser polarizadas (íons) e não polarizadas (moléculas). Ela é feita exclusivamente pelo carbono ativado (carvão ativado) ou similares, que retêm as moléculas através de micróporos do carvão ativado retirando odores e gases existentes na água.

Muitos aquaristas dispensam o uso da filtragem química devido a absorção de nutrientes requeridos pelo sistema do aquário, como em aquário com plantas. Outros aquaristas são a favor do uso, devido a este esgotamento de nutrientes minerais ocorrer naturalmente com o decorrer do tempo. O fato é que variando o tipo da montagem e necessidade, o aquarista deverá analisar criteriosamente se compensa seu uso.

O uso de mídias destinadas a filtragem química deverá ser suspenso enquanto estivermos administrando medicamentos ou qualquer outro elemento, como fertilizante líquido por exemplo, ele absorverá de modo seletivo prejudicando o resultado esperado.

A quantidade de carvão ativado utilizado poderá variar de 1g/L a 2g/L conforme necessidade, e deve-se trocá-lo mensalmente.

Além do comum carvão ativado, existem outros materiais para a filtragem química como as resinas deionizadoras que possuem uma boa capacidade de absorver íons dissolvidos na água. Apesar de ter um custo relativamente elevado em comparação ao carvão ativado, são melhores por absorver certas substâncias no qual o carvão ativado deixa a desejar.

Atualmente também está disponível no mercado resinas renováveis, elas fazem a mesma função do carvão ativo, porém, pode-se regenerar as resinas após lavagem em água sanitária. A vantagem deste é que seu uso é prolongado. Embora possua valor mais elevado que o carvão ativo, a médio prazo acaba compensando seu uso.

Filtragem Mecânica:
Através deste tipo de filtragem, retêm-se as partículas maiores (orgânicas e inorgânicas) suspensas na água. Geralmente é feita através de materiais como a esponja ou perlon (manta acrílica). 


Preferencialmente deve ser o primeiro estágio do filtro, funcionando como um coador e liberando a água mais pura para os demais processos de filtragem, evitando entupi-los fisicamente. Deve-se trocar as estes elementos a medida que saturar, o que normalmente semanalmente ou quinzenalmente, dependendo do número de peixes que temos no aquário. Note que a troca deste elemento é extrema importância, uma vez que se mantê-lo saturado de sujeira no filtro seria equivalente a limpar a sala de sua casa e sempre jogar a sujeira embaixo do tapete… uma hora irá saturar e começará a surgir problemas.

Ordem de filtragem:
Como foi indicado acima, preferencialmente devemos ter o 1º estágio com a filtragem mecânica, em seguida a filtragem química e biológica ou biológica e química, de acordo com o padrão de posicionamento das mídias de seu filtro.

Alem dos três estágios indicados, podemos ainda ter seções complementares conforme a necessidade como o uso de materiais alcalinizantes, acidificantes, removedores de amônia, etc. O uso de estágios complementares depende muito do tipo de filtro usado e do espaço em seu compartimento, nunca sature seu filtro com elementos desnecessários.

Tipos de filtros
Existe no mercado diversos tipos de filtros com inúmeros modelos e marcas. Podem ser classificados em dois tipos: filtros internos e externos.

Filtros internos possuem o atrativo de terem um valor menos elevado, porém esteticamente pode não ficar agradável, além de ocupar espaço dentro do aquário. Filtros externos possuem valor mais elevado, porém com atrativos como sua fácil manutenção e espaço interno superior em alguns casos.
Abaixo os tipos de filtros mais comuns:

Filtro Biológico de Fundo (FBF)
Certamente o mais usado pelos aquaristas brasileiros, principalmente por ter um custo muito baixo e muito mais por falta de informações.


Basicamente consiste em placas de plástico que ficam alocadas embaixo do substrato. Destas placas saem torres, onde se insere uma bomba submersa ou pedra porosa acoplada a algum aerador (vulgarmente conhecido como “bombinha de ar”).

Sua filtragem é feita através do cascalho, onde as bactérias benéficas se fixam. A bomba forçará a passagem da água pelo cascalho próximo as torres, fornecendo o oxigênio e a matéria orgânica para a realização do processo biológico pelas bactérias aderidas no substrato. Muitos são contra o uso deste filtro e outros a favor, mas isso não será discutido neste artigo. O que posso indicar é que este tipo de filtro funciona, mesmo com suas limitações, mas deve-se ser utilizado por aquaristas mais experientes.

Filtro Canister
Seu nome diz tudo (canister = reservatório). Este tipo de filtro consiste em um reservatório, onde ficará alocado todos os elementos filtrantes, acomodados em prateleiras ou gavetas. O fluxo de água passará verticalmente ou horizontalmente, dependendo do tipo de canister.


Certamente estes filtros são um dos melhores atualmente, o ponto negativo é seu valor proibitivo, mas que pode ser um bom investimento devido a uma grande opção de configurações que pode ser utilizado pelo aquarista conforme a necessidade do aquário.

Este tipo de filtro fica fora do aquário, ocasionando a liberação de mais espaço interno para os peixes, existem versões compactas que ficam inseridas dentro do aquário, mas ambos são excelentes.

Filtros Externos Traseiro (Hang On)
Seu nome também já indica o tipo de filtro. Funciona externamente, onde a água circula através dele e volta para o aquário por processo de gravidade ou bombeamento. É considerado o filtro de melhor custo benefício e atualmente existem diversos modelos e marcas para todo gosto e bolso.


Em geral todos os modelos contêm refil contendo a filtragem química/mecânica/biológica, mas podemos personalizar a filtragem de acordo com a necessidade do aquário.

Filtros de pendurar (internos)
Filtro bastante prático para ser utilizado em aquário, principalmente como segundo filtro ou reserva em alguma emergência, ficando pendurado no vidro. Seu método de filtragem consiste em uma bomba que puxa a água do aquário, forçando a passagem pelo compartimento do filtro onde podem ser colocados diversos materiais filtrantes, retornando ao aquário.


Normalmente possui fluxo forte, atente para o seu uso quando houver peixes muitos pequenos ou alevinos que poderão ser facilmente sugados pelo filtro. Neste caso deixe a vazão regulada para um fluxo mais lento ou proteja a entrada do filtro com alguma tela ou similar, evitando que os peixes sejam sugados.

Filtros Internos (Submersos)
Similar aos filtros de pendurar. Como o próprio nome sugere, é utilizado internamente ao aquário onde uma bomba submersa é acoplada a um compartimento.


Ela fará com que a água passe no compartimento efetuando a filtragem de acordo com a mídia filtrante utilizada dentro dele. Possui a desvantagem de ocupar espaço internamente, por isso não é recomendado seu uso em pequenos aquários.

Filtro de Areia Fluidizada
Excelente na filtragem biológica somente, consiste em uma bomba acompanhado de um pré-filtro, onde estará acoplada a um recipiente que possui uma areia especifica, que favorece uma grande colonização de bactérias.


São areadas interruptamente pela circulação de água, beneficiando exclusivamente as bactérias aeróbicas. São bastante utilizados em aquários de grande porte ou em aquários de peixes que exigem uma qualidade de água superior.

Filtro Sump
Este tipo de filtro se baseia em um aquário reservatório adicional, onde a água do aquário principal é coletada através de gravidade ou sifonagem, passa pelo aquário reservatório formado com diversos elementos filtrantes, separados por seções, e retorna a água através de bombeamento para o aquário principal.


O volume de água do aquário reservatório (tamanho) deverá ser no mínimo de 20% do total do aquário principal, quanto maior melhor.

Um dos principais aliado a este tipo de filtragem é sua facilidade de manutenção. Seu único inconveniente será se teu aquário já estiver montado, uma vez que algumas montagens com este tipo de filtro poderá exigir furos ou cortes no vidro do aquário. Recomendado principalmente para aquários de grande porte e que possuem peixes grandes.

Filtro de Plantas
Seu uso consiste no uso de plantas emersas como elementos filtrantes. Tem como objetivo retirar compostos como nitrogênio e fósforo, entre outros.


Estas plantas podem ser utilizadas tanto suspensas dentro do aquário como externamente, com desvantagem para a primeira opção, uma vez que nem sempre as raízes esteticamente ficam agradáveis, ou mesmo pelo bloqueio de luz que estas plantas podem causar para as plantas localizadas na região inferior do aquário.

O uso externo consiste no uso de uma calha, vaso ou similar, onde a água passará pelas plantas e retornará ao aquário, neste processo as plantas efetuarão o processo de filtragem. Seu uso é recomendado quando temos excesso de nutrientes na água. Com o excesso de nutrientes na água poderá favorecer o surgimento de algas.

Filtros Deionizadores
A grosso modo, este tipo de filtro se baseia na absorção de íons (que podem ser catiônicas e aniônicas) dissolvidos na água, através de resinas especificas que tem como objetivo obter água livre de impurezas químicas.


A água passa por uma determinada quantidade de resinas, que reterá os íons poluentes. Devemos atentar a qualidade das resinas, assim como a quantidade e a velocidade que a água entra em contato com elas, para o que o filtro funcione eficientemente.

Filtros por Osmose Reversa
Apesar de seu custo elevado, este tipo de filtro é muito utilizado para se obter água com um grau elevado de pureza. Seu uso não se faz diretamente no aquário, mas como uma fonte de água que é recondicionada pela adição de produtos químicos destinados a se obter um alto grau de pureza da água.


Comumente este tipo de filtro apresenta um entrada de água e duas saídas, por onde sairá a água pura e a água rejeitada. Seu processo de filtragem é bastante lento, porém muito eficaz.

Filtro UV
Propriamente não se trata de um filtro, mas sempre é citado como tal devido a sua eficiência na esterilização da água. Atua através da circulação de água em um recipiente, onde está alocado uma lâmpada ultravioleta. Ela emitirá radiação esterilizante eliminando células vivas (bactérias, algas, etc) que se encontram livremente na água, através da destruição do seu DNA.


Para um melhor aproveitamento da ação da lâmpada UV, devemos ter um fluxo de água lento (ex. uma lâmpada UV 15W, o fluxo deve ser entre 300 a 500 L/H). A troca da lâmpada se faz necessário em vista que ela enfraquece com seis meses de uso interrupto, se tornando cada vez menos eficiente.

Seu uso não é efetivo contra bactérias azuis, petecas ou algas que aderem a objetos. Alguns utilizam interruptamente este filtro, sendo o ideal seu uso somente após o surgimento de algas em suspensão ou quando houver o surgimento de focos de doenças. Seu uso esporádico como preventivo também é uma boa alternativa, aumentando a vida útil da lâmpada UV.

Filtro Interno de Espuma
É bastante usado em baterias de aquários de lojas ou em aquários de reprodução, devido sua praticidade.


É necessário o uso de um compressor de ar ou bomba submersa, onde estes ficam acoplados a espuma e efetua a filtragem mecânica e biológica.

Não deve ser usado em aquários de grande porte e sua eficiência é questionável.

Filtro de emergência (Help Filter)
Muito utilizado quando há algas verdes em suspensão, ou mesmo quando queremos reter pequenas partículas suspensas na água com mais eficiência, tornando a água mais cristalina.


Basicamente é composto por um cartucho e acoplado a uma bomba submersa, onde sugará as partículas em uma vez que perderá a eficiência com o decorrer de seu uso.

Nunca deverá ser usado para filtragem biológica. Seu nome sugere, use apenas em emergências!

Tipos de mídias filtrantes mais comuns:
  • Areia Fluidizada : Ver filtro de areia fluidizada acima.
  • Bio-balls : Muito usado em filtros Dry-wet para filtragem biológica.
  • Esponja ou espuma : Efetua filtragem mecânica. Deve-se lavar ou trocar quando saturado.
  • Perlon ou manta acrílica : Efetua filtragem mecânica, largamente usada devido sua eficácia e baixo custo. Efetuar a troca quando saturado.
  • Cerâmica: Largamente usado para fixação da colônia de bactérias benéficas. Nunca lave diretamente com água da torneira, use somente com água do próprio aquário. Não requer a troca, mas deve-se regenere-las por completo em água sanitária a cada seis ou doze meses. Para tanto, lave metade das cerâmicas e a outra metade após um mês, desta forma não perderá toda a colônia de bactérias aderidas nas cerâmicas.
  • Carvão ativado: Efetua filtragem química por sua alta eficácia em absolver inúmeras substancias como o cloro, remédios e gases em geral.
  • Deve ser trocado a cada 15-30 dias.
  • Plantas: Ver filtragem biológica acima.Xaxim ou turfa – Tem o poder de acidificar a água em curto prazo. Note que o xaxim está em risco de extinção, devendo ser utilizado outras alternativas como a fibra de coco.
  • Dolomita: Usa-se em saches com o objetivo de endurecer e alcalinizar a água.
  • Removedores de amônia ou nitrito: Utilizado em saches para a remoção de amônia ou nitrito da água. Seu uso deverá ser somente em emergências.
  • Removedor de fosfato: Idem ao citado acima, retirando fosfato da água, um dos principais causadores para o surgimento de algas.
  • Química em geral: Idem aos removedores acima. Cada um apresenta uma proposta para a remoção de determinada substância da água ou mesmo alterar a química da água como acidificar, alcalinizar, amolecer ou endurecer.

Considerações finais:
Existem inúmeros tipos de filtros para seu aquário, desde os mais simples até os mais sofisticados.

Cada um tem sua função dentro do requisitado pelo porte de seu aquário e sua real necessidade.

Temos que ter em mente que de nada adianta termos o melhor sistema de filtragem, sendo que não seguimos algumas regras básicas como:
  • População excessiva. Nunca superpovoe seu aquário.
  • Manutenção inadequada nos filtros. Tenha uma manutenção minuciosa e periódica.
  • Manutenção ineficiente no aquário (sifonagens e trocas parciais). Efetue sifonagens e trocas parciais semanalmente ou quinzenalmente de acordo com a necessidade de seu aquário.
  • Excesso de alimentos (sobras). Nunca exagere no fornecimento de rações para seus peixes e evite deixar sobras excessivas. Mais fácil você perder seu peixe pelo excesso do que pela falta de alimentos.
Lembre-se: Filtros são auxiliares na manutenção do aquário (vital), não dispensa as trocas parciais de água e sifonagens. A renovação da água, aliado a uma filtragem eficiente, dificilmente teremos problemas com doenças, amônia alta e morte de nossos peixes, evitando a desilusões com o hobby.
Aquários de grande porte são mais estáveis, sendo mais indicado aos iniciantes, uma vez que ele camuflará os erros iniciais de novos aquaristas. Portanto, quanto maior o aquário, menor sua manutenção e melhor sua estabilidade a médio prazo.
Quando efetuamos as trocas parciais (TPA), sempre devemos usar um bom condicionador para eliminar cloro e metais pesados entre outras substâncias que prejudicam qualquer forma de vida.

Sempre atente nos ajustes de pH, dureza, amônia, alcalinidade/acidez e temperatura da nova água para evitar problemas. Alguns peixes são mais sensíveis a tais variações, outros nem tanto.
Pesquise qual o melhor filtro para a necessidade de seu aquário e boa sorte.

Manual Básico de Aquariofilia para Iniciantes


EQUILÍBRIO BIOLÓGICO
Para que um aquário possa alcançar o que chamamos de EQUILÍBRIO BIOLÓGICO, devemos seguir para algumas regras básicas, daquilo que geralmente devemos ou não devemos fazer. É claro que na Aquariofilia existem excepções e muita gente obtém sucesso utilizando técnicas em que anteriormente outros fracassaram. Mas em linhas gerais devemos lembrar que num aquário não existem somente peixes .....há muita vida invisível aos nossos olhos e vital para o equilíbrio biológico.

Existem uma imensa gama de seres microcópicos, tais como bactérias, micro invertebrados, etc.... Tudo isso existe num aquário e se integra formando um micro Universo, um pedaço da Natureza.

Devemos encarar um aquário como um pequeno universo que, regido pelas leis da Natureza, algumas vezes necessita da mão do aquarista, que com algum conhecimento, saberá o que fazer para mudar o rumo de algumas transformações fisícas, químicas e biológicas que por ventura ocorram de maneira não desejada . Alguns pontos devem ser observados no nosso aquário para torná-lo próprio para a formação deste equilíbrio:

- aquário bem montado (contando com todos os equipamentos necessários à correcta manutenção da espécie pretendida) ;
- água com PH e temperatura adequada à espécie pretendida;
- alimentação variada e de boa qualidade (fator importantíssimo para alcançarmos o sucesso );
- iluminação adequada para provocar a fotossíntese das plantas (quando tratar-se de aquas plantados);
- alguns peixes não gostam de iluminação excessiva, tais como os killifishes e alguns peixes oriundos de biótopos amazônicos (águas escuras);
- não exceder na quantidade de peixes e alimentação;
- manter peixes compatíveis (em química da água, temperatura, tamanhos, etc...)...uma vez estudando tudo que possa estar em volta de um peixe descobrirás muita coisa.

PROCEDIMENTO BÁSICO PARA A MONTAGEM DE UM AQUÁRIO:
Obs: Não compres os peixes ainda.

1- Lava bem o aquário com água corrente, por dentro e por fora.

2- Escolher um lugar ideal para colocar o aquário, evitando quintais e varandas. O ideal é deixá-lo em algum canto da sala onde não receba luz direta do sol e nem correntes de ar .

3- Utilização de um bom filtro, conforme a exigência da espécie . Para aquários de água doce aconselho um filtro externo de marca confiável e de cor preta (nunca transparente) - a seguir explicarei o porquê disso . Obs: Aquaristas iniciantes não deverão utilizar filtro biológico de fundo (fbf) - pois além de não retirar a sujeira que se deposita no fundo (sob o cascalho) , ele acaba impossibilitando uma sifonagem eficiente, causando depois de um certo tempo, picos de amônia, nitrito, hiper acidez da água, etc... o que na maioria das vezes acaba sendo letal aos peixes. Deixa esse tipo de filtragem para aquaristas mais experientes e que têm tempo de dedicar-se à trabalhosa manutenção que esse filtro acarreta .

4- Lavar muito bem o cascalho que formará o solo do aquário em água corrente, até que a água fique cristalina (antes da introdução do mesmo). Obs: se quiseres fazer um aquário plantado, no estilo holandês, utiliza como substrato a laterita, o humus de minhoca tratado, ou alguma outra espécie de fertilizante sólido à venda nas boas lojas do ramo - ex : Sera Floredepot (bem mais fácil) e finalmente areião lavado ou cascalho de rio de granulação fina. A laterita deve necessariamente ficar por baixo, o substrato fértil no meio e o cascalho em cima (em contato directo com a água). Uma outra excelente opção é o produto "Eco Complete" da Caribe Sea, pois este produto é completo, não suja a água, dispensa o uso de laterita, areião, etc....e traz também uma colonia de bactérias que tendem a acelerar o processo de equilíbrio biológico do aquário. Ao solo, qualquer que seja, que utilizamos no nosso aquário, costumamos chamar SUBSTRATO .

5- Coloca o substrato no aquário de maneira que forme um plano levemente inclinado do fundo para a frente (facilitará as sifonagens).
6- Lavar bem as pedras arredondadas de ornamentação se fores colocá-las no aquário - verifica se elas não possuem propriedades de composição química que alterem drasticamente o ph.

7- Coloca as plantas bem distribuídas . (Existem técnicas referentes à disposição harmoniosa destas plantas) . Em Aquariofilia mais avançada chamamos a esta técnica Aquapaisagismo. Um optimo site de referência para estas montagens é o site Takashiamano.Kit.Net , que explica o estilo do aquário natural, popularizado mundialmente pelo Sr. Takashi Amano .

8- Enche o aquário com a água de torneira com cuidado para que o jacto de água não seja forte para não turvar a água. (COLOCA UM PRATO OU PIRES DENTRO DO AQUA AO ENCHE-LO E DIRIJE O JATO AO CENTRO DO PRATO). A água introduzida deverá ser previamente tratada com um condicionador de água, para se retirar o cloro, cloramina, metais pesados e proporcionar protecção ao muco natural que envolve o corpo dos peixes.

9- Lava bem o aquecedor ou termostato (preferencialmente) e INSTALA-O CONFORME AS INTRUÇÕES DE USO DO FABRICANTE.

10- Instala a bomba submersa ou o filtro externo com bomba seguindo as suas instruções. Lembra-te no entanto que só a bomba não filtra nada - apenas movimenta a água e isso não é o suficiente para manter o aquário limpo e em boas condições .

11 - Lava a tampa e instala a iluminação que deverá ser dimensionada conforme a necessidade do aquário . Para plantados com plantas de crescimento rápido e/ou que formam carpete a medida ideal é de 1 watt por litro. Existe uma série de especificações mais detalhadas a respeito de iluminação ideal, envolvendo conceitos como iluminância, temperatura de cor, comprimento de onda, etc...portanto, pesquisa antes de comprar as lâmpadas.

12- Faz as ligações elétricas. O aquário iluminar-se-á, o aquecedor elevará a temperatura do aquário (ideal-24 a 29 graus), o motor fará funcionar o filtro e a oxigenação....está pronto o teu aquário. Durante 30 a 40 dias não coloques peixes no aquário. Este é o tempo mínimo necessário para o aquário começar a formar o seu equilíbrio biológico. Existem pessoas que recorrem a pequenos peixes resistentes, para fazer a ciclagem do aquário, em nº bastante reduzido. Porém esta não é a opção ideal. Outra boa opção é o uso de aceleradores de biologia que reduzem bastante esse prazo de colocação inicial de peixes no aquário. De qualquer forma evita os peixes mais delicados como neons, discos, entre outros. O teu lojista de confiança poderá ajudar na escolha dos peixes correctos.



AS PLANTAS
Plantas evitam que muitos elementos entrem em processo de decomposição, colaborando assim para a efectivação de um perfeito equilíbrio biológico no aquário. Absorvem também nitratos e fosfatos (principais alimentos das algas), assim como amônia . E não podemos esquecer que o equilíbrio biológico num aquário é a sua "alma". Portanto coloca muitas plantas no teu aquário. Lembra-te apenas que algumas espécies como os peixes de água fria (kinguios, por exemplo)devoram plantas e outras, como o Oscar, removem a todo o momento o substrato , desenterrando-as.

Clique aqui e veja todos os tipos de plantas para aquáros e lagos

A ÁGUA
A água talvez seja a mais importante das substâncias químicas, por ser constituinte fundamental da matéria viva e do meio que condiciona a vida. Por possuir propriedades físicas e químicas diferentes das de qualquer outra substância, ela é fonte de equilíbrio do mundo em que vivemos. Algumas dúvidas comuns que temos observado na maioria dos iniciantes aquaristas com respeito a água do aquário são:
  • Devo trocar a água todos os dias?.
  • É muito difícil cuidar de um aquário?.
  • E quando eu for viajar?.
São dúvidas simples, mas muito comuns nos dias de hoje. Devemos raciocinar com coerência a vida que existe num aquário ornamental de modo a entender as regras do Equilíbrio Biológico. Muitos peixes num unico aquário certamente o sobrecarregará de detritos orgânicos (fezes) e consequentemente desequilibrará o aquário.



E as Plantas?

Tem sempre em mente que planta absorve gás carbônico, amônia, nitratos, etc.. e elimina oxigênio, além de assimilar os produtos transformados pelas bactérias como fonte de alimento. Tens em mãos um mundo vivo, e como tudo que possui vida, o carinho e a dedicação para com este mundo devem ser bem observados.

Cuidado sempre com o excesso de alimento e o tempo de iluminação.
Estuda e pesquisa muito sobre a compatibilidade e sociabilidade entre peixes. Sempre que fores comprar peixes, pergunta ao vendedor sobre a compatibilidade entre os peixes que já tens e os que vais comprar.

Tira conclusões de teu aquário, observando apenas a cor da água:
Cor esverdeada - Excesso de iluminação - Aumento exagerado de algas verdes causando dificuldade para as plantas respirarem, levando-as à morte desequilibrando todo o sistema - Solução Diminuir a exposição a luz. Limpar as laterais internas do vidro e as folhas das plantas. Introduzir alguns limpa vidros ou um cascudo no aquário.

Cor marrom - Iluminação insuficiente - Acidifica a água por causa da deterioração das algas, tornando-se inadequada para os peixes e plantas. - Solução - aumentar e tornar adequada a iluminação do aquário, trocar ¼ da água (água nova descansada com mesmo ph e temperatura).
Água turva - Excesso de matéria orgânica em suspensão. - Acidifica a água e aumenta a população de bactérias, causando escoriações, inflamações e infeções nos peixes, além de intoxicação. - solução - sifonar o solo. Trocar 3/5 da água. Diminuir quantidade de alimento que está a dar aos peixes. Um help filter costuma ser bem útil nesses casos.

Água amarelada - Excesso de matéria orgânica em suspensão. - A água passa a adoptar uma posição extremamente tóxica.

Água muito ácida. - Solução - verifica se não há excesso de matéria organica no aquário, a qualidade do alimento oferecido e o tipo de substrato utilizado. Verifica também a existencia de troncos e compostos que possam libertar ácido húmico em profusão. Uma troca parcial de água é sempre bem vinda.

Água cor metálica - Remédios e produtos químicos em excesso. - Água imprópria para aquários. Completamente intoxicada. - Solução - fazer uma troca parcial de água em torno de 80% e adicionar carvão ativado no sistema de filtragem.

DESCOBRE O PH
O PH é quimicamente, o valor do potencial de Hidrogênio iônico de uma solução qualquer. O Ph ideal para um aquário é basicamente o ph 7.0 , ou seja, o neutro. Porem existem alguns peixes e plantas que se adaptam ao ph mais ácido ou mais alcalino. Para a medição de Ph da água, adquire no comércio especializado um teste próprio, de boa qualidade, reativo, que em contato com uma amostra da água do aquário nos indicará o seu valor. Devemos observar semanalmente as condições de ph da água do aquário.

Observa algumas dicas que devem ser compreendidas pelo aquarofilista, tais como:

  • O excesso de comida não ingerida pelos peixes, acidifica a água do aquário.
  • Uma característica comum de água ligeiramente alcalina (ph 7 a 7,4) apresenta forte vegetação, depósito de calcário sobre as rochas, é esverdeada e tem cheiro característico.
  • Uma característica comum de água ligeiramente ácida (ph 6, é a tonalidade meio amarelada e a vegetação é pobre com folhas amareladas.
  • A amônia é altamente tóxica em águas alcalinas. Em águas ácidas, toma a forma iônica que é menos tóxica.
  • Sempre que fores fazer uma troca parcial de água numa água alcalina contendo amônia, primeiro acidifica a água a ser introduzida. É isso mesmo, acidifica-a, pois a amônia em pH alcalino adquire sua forma mais tóxica = NH3 e pode dizimar a população de um aquário em questão de horas.
  • O aproveitamento do CO2 pelas plantas é bem menor ou até inexistente em pH alcalino. Para que a fotossintese ocorra de maneira positiva e as plantas tenham um bom crescimento adpta um pH em torno de 6,8.

FILTRAGEM
Entendemos por filtragem os processos pelos quais eliminamos da água toda e qualquer substância que possa influir directa ou indiretamente na sua composição química, tornando-a inadequada à sobrevivência dos animais.

Clique aqui e veja os tipos de filtros para seu aquário e como escolher o seu
ou
Como Criar Peixes em Aquário Usando Bomba ou Filtro D'Água

Quanto aos tipos de filtros, existem os filtros mecânicos, onde a água é aspirada para ele e obrigada a passar através de várias camadas de materiais filtrantes, e os filtros biológicos, onde se processam as transformações bacterianas (é um filtro vivo).

O filtro mecânico, utiliza como material filtrante a lã perlon ou acrílica, espumas, etc... cascalho ou areia grossa, vamos perceber que a água que por ele passa fica isenta de partículas, pois os elementos filtrantes de propriedades mecânicas irão retê-las. Todo esse material filtrante, no caso de filtros externos, os refís, devem ser trocados mensalmente.

Já a filtragem biológica, nada mais é do que a adequação de um substrato próprio (superfície de contato) para a formação de uma verdadeira colônia de bactérias , que em contato com os detritos orgânicos em decomposição, os transformarão de substâncias tóxicas ao peixes a substâncias totalmente atóxicas (como efeito final do ciclo do nitrogenio).

Os filtros utilizam-se também da filtragem química, tendo como elemento filtrante principal o carvão ativado (existem algumas resinas destinadas a outros fins) . Este elemento elimina o cheiro, o gosto e a quimica artificial da água (remédios por exemplo) .

A cor do filtro externo deve ser também minuciosamente verificada . Ele deve ser totalmente preto, evitando grande transparência do material .

PORQUÊ ? Sem dúvida nenhuma o filtro preto leva larga vantagem sobre qualquer outra cor. Principalmente no que se refere à biologia dentro do mesmo, pois não haverão algas dentro do filtro.

Eu explico e para isto vou fazer uma comparação : Imaginem um filtro externo de cor preta do tipo hang on (que se pendura na borda superior do aquário), por exemplo, e um outro transparente ....

Pergunta: Qual o mais bonito à primeira vista ?
Resposta: Em geral é o transparente - o aquarista por alguma estranha razão gosta de levantar a tampa do aquário e ficar observando os detritos dançando lá dentro do filtro - rsrsrs .

Pergunta: Onde colocarás o tal filtro (?) normalmente alguém poderá ve-lo, após colocado alí ?
Resposta: atrás do aqua , em geral de baixo da tampa e o mesmo não será visto .

Pergunta: Que efeitos a médio e longo prazo sofrerão os filtros por estarem logo abaixo da tampa onde está a iluminação (lâmpadas) do aqua ?
Resposta: - o filtro transparente ficará cheio de algas, pois alí elas encontrarão excesso de nutrientes (por causa dos materiais contidos nos refís), excesso de luminosidade (devido às lampadas do aqua) e oxigenação boa, (devido ao fluxo constante de água no interior do filtro), ou seja, isto é tudo o que as algas precisam para se desenvolverem e tomarem conta do filtro . - já o filtro preto permanecerá com o seu aspecto e interior inalterado, simplesmente pelo facto de não deixar passar a luz (este tipo de algas necessita de luz para florescer) .

Pergunta: No que as algas existentes no filtro prejudicarão o áqua?
Resposta: Em primeiro lugar o filtro ficará com um aspecto horrível, totalmente tomado por algas, inclusive algas com aspecto gelatinoso, mas a principal desvantagem ao meu ver, é que estas algas competirão por oxigênio com as bactérias nitrificantes que transformam amônia em nitrito e nitrito em nitrato, conforme anteriormente explicado, cumprindo assim o ciclo do nitrogênio. A filtragem biológica portanto, talvez a mais importante , ficará totalmente comprometida num filtro que não seja totalmente preto. As bactérias nitrificantes não necessitam de luz para estabelecerem uma colônia, ao contrário das algas... no entanto, com a presença de luz as algas acabam ganhando a competição frente às referidas bactérias . É por esta razão que sempre dizemos que a colônia de bactérias benéficas ao aquário desenvolve-se muito melhor em ambientes escuros .... justamente para evitar que venham a competir com as algas. Portanto, acho que qualquer filtro externo que se preze deve ser totalmente PRETO , sem sombra de dúvida . Tanto pela estética, a médio e a longo prazo, quanto pelo fim a que se destina .

O AQUECIMENTO DA ÁGUA
A maioria dos peixes ornamentais de água doce são peixes tropicais, ou seja, vivem bem numa temperatura entre 24 e 30 graus. O aquecedor é utilizado no aquário para aquecer a água, e como base, calculamos sempre a relação de 1W por litro de água para escolhermos a potência exacta do aquecedor para nosso aquário. A temperatura da água tem que ser constante, pois a sua variação debilita os peixes deixando-os fracos e susceptíveis ao ataque de bactérias. É conveniente instalarmos no aquário um termostato, que acoplado ao aquecedor, automaticamente regula uma temperatura constante na água, não havendo o risco de cozinharmos literalmente os peixes.

Existem também aquecedores com termostatos já acoplados , do tipo eletrônico submerso, onde simplesmente programamos qual é a temperatura que queremos no interior do aquário, sendo os mais indicados, na minha opinião . Dispensam inclusive o uso de termometros.

A ILUMINAÇÃO DO AQUÁRIO
As plantas alimentam-se de diversos tipos de nutrientes. Esta absorção é feita pelas raízes e pelas folhas. A iluminação desempenha papel fundamental para suas funções vitais oferecendo a elas condições para um crescimento normal e para a realização da fotossíntese, que é definida como o processo pelo qual as plantas transformam a partir da clorofila e do anidrido carbônico e sob a acção de energia luminosa, glicose, assimilável por elas e libertam oxigênio.

Ao peixe, uma iluminação adequada fixa no seu organismo a protovitamina e o cálcio de que necessita, evitando o raquitismo.

Fonte: PeixesOrnamentais.Info O tempo de exposição diária de luz deve ser de 8 a 12 horas, conforme as nossas observações. Muita luz pode ser prejudicial pois as algas verdes proliferam muito no aquário. A iluminação deve ser feita por lâmpadas fluorescentes ou HQIs. - nunca incandescentes .



AS DOENÇAS DOS PEIXES
Fazendo as manutenção periódicas e necessárias no teu aquário mante-lo-às limpo, saudável e higienicamente equilibrado, mas às vezes fazendo tudo muito certinho não estarás livre de te deparares com alguma doença que entra no aquário através do ar, água nova, plantas, ou outros peixes recém adquiridos. Grande parte das doenças verificadas em peixes origina-se da alimentação excessiva, com excesso de dejectos no fundo (por isto a sifonagem periódica é obrigatória bem como as trocas parciais de água).

OBS: Sifonagem : consiste na utilização de uma mangueira, onde por efeito de sucção e gravidade, os detritos depositados no fundo, não captados pelos filtros, serão retirados do aquário por acção mecânica .

Outro factor que costuma trazer doenças para o aquário são as variações bruscas de temperatura . Caso observes algum comportamento anormal nalgum peixe (deves conhecer os hábitos de teus peixes. Se eles são rápidos, comem muito, nadam só na superfície, etc...), procede assim: - verifica a temperatura da água (Se estiver baixa, pode ser um motivo para os peixes estarem apáticos) ...

Mantem a temperatura entre 24 e 28 graus. - Cheira a água de teu aquário (em alguns casos a água pode estar com um cheiro forte, o que indica a existência de gases que estão intoxicando os seus peixes). O teu aquário está na temperatura correta e sem cheiro ???

Então procede assim: -durante 48 horas mantem a temperatura de teu aquário a 30 -31 graus, e procura alimentar os teus peixes com alimentos vivos (artemia,tubifex)... Isso caso observes que a maioria de teus peixes estão "esquisitos." Observe primeiro que alguns peixes não apreciam temperaturas tão elevadas, como é o caso dos peixes de água fria (kinguios e carpas), killifishes, etc.... Se não adiantou este procedimento, então terás que aplicar algum medicamento na água do aquário. Observe bem o comportamento dos teus peixes e a aparência.

O mercado aquarístico possui diversos medicamentos próprios.

Doença Sintomas/Causas
  1. Decomposição das nadadeiras / São provocadas geralmente por bactérias / usa bactericida.
  2. Ictio / pequenos pontos brancos pelo corpo e o peixe fica com as nadadeiras fechadas / usa anti-ictio e eleve a temperatura .
  3. Oodinium / em estágio avançado, as escamas ficam com um brilho fraco como veludo / usa oodonicida ou um bactericida-fungicida + parasiticida.
  4. Gyrodactylus /parasita trematódeo que provoca inflamação na pele dos peixes . - Dactlogyrus - parasita trematódeo que provoca inflamação na região das branquias...(o peixe fica arfando e as abrindo as branquias com vigor para respirar).
  5. Inflamação nos Olhos / os olhos ficam inchados / o peixe perde coloração - bacteriose interna.
  6. Fungos na Boca / parecem tufos de algodão / podem haver bactérias associadas .
  7. Hidropsia / o peixe fica inchado devido a infecções internas causadas por bactérias - (difícil cura).
  8. Mucosidade do Peixe/ as vezes é afetada por machucados /analisar quadro .
  9. Fungos / parecem tufos de algodão. É claro que em casos de doenças, devem sempre existir muitas variantes e as vezes até algumas interações medicamentosas ... O ideal é sempre ter certeza absoluta da moléstia, antes de iniciar o tratamento . Nunca devemos aplicar remédios na água, em caráter preventivo . As doenças devem sempre ser tratadas em aquários hospitais.

Esse é um tipo de aquário muito comum por aí.



Jamais compres ou retires uma planta de um aquário como esse (infestado de algas) para colocar no teu aquário. Isso irá infestar o teu aquário de algas também. Se o aquário plantado ou a bateria de plantas da loja que frequentas apresenta esse aspecto, acho melhor trocares de loja, a não ser que pretendas culivar algas ao invés de plantas.

PODE - NÃO PODE - REGRAS PRÁTICAS:
O QUE PODES USAR E FAZER NO AQUÁRIO :

- Usar sempre cascalho arredondado no solo, e de cor escura
- A posição da luz atrás é melhor
- Deixa uma saída do divisor de ar livre para sair ar excedente do compressor, não obstruindo sua saída. Em caso de compressores um pouco mais fortes é comum a queima do diafragma no caso do mesmo trabalhar forçado.
- Montar tocas com pedras grandes para peixes de hábitos noturnos
- Plantar 1/3 da área do solo
- Em caso de necessidade urgente, saiba que a água do chuveiro (quente) já vem sem cloro. Deixando arrefecer, podes usá-la em teu aquário . Mas isto não deve se tornar uma constante, tendo em vista que o aquecimento não elimina os metais pesados, bem como outros agentes prejudiciais aos peixes além do cloro .
- Todo o aquário deve ser assentado sobre uma placa de isopor .
- O tronco apenas deve ser usado para ornamentar aquários de água ácida - preferencialmente o tronco de aroeira - não uses qualquer tronco - eles podem liberar substâncias tóxicas na água.
- Limpa sempre que necessário apenas as algas do vidro frontal do aquário usando um limpador magnético.
- Podes calcular o volume de água do teu aquário multiplicando o comprimento pela altura e pela largura(medidas em cm). e dividir o resultado por 1000 - obterás o resultado em litros.
- Escolhe sempre como aquecedor a proporção de 1W/l... O teu aquário tem 50 litros, então adquire um aquecedor de 50W . Em casos de aquecedores sem termostato, lembra-te de providenciar os descontos das pedras e ornamentação e verifica quantos litros reais tem o teu aquário . É melhor errar para menos do que para mais, excepto em casos de aquecedores que já possuem o termostato acoplado (controle automático de temperatura) - bem melhores, sem dúvida .
- Alimenta os seus peixes pelo menos uma vez por semana com alimentos vivos (hoje já existem alimentos vivos em forma de congelados que conservam as suas propriedades nutritivas, sem o inconveniente de mantermos estes bichinhos vivos em casa - utiliza somente marcas de expressão).
- Utiliza uma rocha grande (em relação ao aquário, é claro) em aquários de betta que não têm aquecimento - ela serve como tamponador térmico - ajuda a segurar os picos de temperatura .
- Guarda o pote de alimento (ração em flocos) sempre bem fechado e em local seco e arejado(armário de cozinha) e jamais coloques a mão na água e os dedos úmidos dentro do pote de ração (isso a deteriora).
- Pedras calcárias mantém a água alcalina naturalmente.
- Inclui na decoração da aquário algumas pedras grandes arredondadas.
- Deixa ligada a luminária do aquário de 8 a 12 horas por dia.
- As plantas que possuem raízes não devem ser totalmente enterradas no solo (não sufoques a raiz) - Os caramujos são benéficos para o aquário, quando controlada sua taxa de natalidade, que é alta. Eles auxiliam-nos na faxina do aquário . Para a faxina de caramujos marrons (que são comedores de plantas , ampulárias são uma ótima opção, pois são comedoras de ovos e pequenos caramujos marrons e tb. são caramujos).
- Um termostato pode ser usado para controlar a temperatura de vários aquários simultaneamente, desde que haja um sistema de distribuição de água oriunda de uma caixa reservatório, dry wet, ou afim . O maior inconveniente deste sistema é o perigo da disseminação de doenças pelos aquas.
- Observa sempre que algumas espécies de peixes só vivem bem em cardumes - neons, por exemplo.
- Cria hábitos de cheirar a água de seu aquário. Com o tempo você irás identificar quando a água não está boa, só pelo cheiro.
- Habitua os seus peixes a horários fixos de alimentação e do acender e apagar das luzes. Uma boa opção para coordenar isso é o uso de alimentadores automáticos e timers.
- Pedaços de xaxim ou turfa bem lavados são usados para acidificar e amolecer a água naturalmente - podem ser colocados em um sachê feito com meia fina e introduzidos dentro do filtro externo. Existem também no mercado produtos específicos para este fim. Um exemplo disso é o super peat da Sera .
- A temperatura da água deve permanecer entre 24 e 28 graus Cuidado... no inverno, verifica a temperatura da água pelo menos duas vezes por dia. Cuidado com a queda brusca.
- Uma boa opção de alimento para os peixes no inverno é a artemia salina.
- Um peixe albino vive melhor numa intensidade de luz mais moderada
- Compras um peixe... deixando o saquinho fechado boiando na água por vinte minutos, estarás equalizando as temperaturas das duas águas e isso é muito bom para o peixe - Aprende a equalizar também as condições químicas da água... Depois de efectuar o item anterior, abre o saquinho, deita metade fora e com um copinho introduz, em intervalos de 5 minutos, a água que existe no aquário... Ao final de 20 minutos, retira o peixe... Não deites a água do saquinho no aquário...
- Ao comprar um novo peixe, pede ao lojista que acondicione o saquinho plástico num saco de papel escuro... O peixe sentirá assim menos stress.
- Um peixe bonito e com o colorido forte na loja pode chegar a tua casa e perder a cor quando colocado no aquário... Isso é normal e em pouco tempo, ele se adaptando ao aquário, o peixe voltará a mostrar o seu colorido natural.
- Um peixe aparentemente pálido no aquário da loja, pode ficar com o colorido forte em aquários equilibrados(observe isso em Barbus, Tetras, Rodostomus, Rosáceos, etc)
- Um peixe de água ácida pode viver em água alcalina, e vice-versa, desde que a sua adaptação tenha sido de forma gradativa... E depois de bem adaptado, nunca procures colocá-lo de novo, e diretamente, em água ácida, só porque ele é um peixe de água ácida...
- Cuidado... a primeira semana de qualquer peixe num aquário é básica... Se ele se adaptar bem neste período (com água, alimentação e companheiros), ele viverá bem. - Os peixes vivem muitos anos, e não apenas algumas semanas - Se construires ou encomendares um aquário de grande porte, pede para que o vidro do fundo seja bipartido... Isso aliviará a pressão da água no vidro.
- Uma pequena variação (de 3 graus) da temperatura da água durante o dia é boa para os peixes.
- Algas marrons ou plantas amareladas indicam luz (iluminação) insuficiente no aquário.
- Em geral plantas que são compridas e não possuem raízes ficam melhor no aquário se plantadas em tufos (molhos).
- Os peixes mais indicados para o principiante são: GUPPY, TRICOGASTER, COLISA E BETTA, aprenderás muito cuidando deles.
- CORIDORAS, LIMPA VIDROS, CASCUDOS e DOJOS são ótimos peixes para nos ajudar na faxina do aquário, pois apreciam algas e restos de comida. Coloca um grupo deles depois de 30 dias do aquário montado. Não coloques antes.
- Existe uma variedade muito grande de alimentos em flocos... Procura variar os sabores diariamente e usar marcas de excelente qualidade.
- O peixe come praticamente de tudo. Faça sempre experiências com novos alimentos. Começa sempre com um pouquinho e observa - O tamanho do alimento a ser dado aos peixes deve ser proporcional ao tamanho de suas bocas. Não uses pão ou coisa parecida.

O QUE NÃO PODE E NÃO DEVO FAZER E USAR:
- Nunca uses cascalhos pontiagudos no solo (pode ferir os peixes)
- Não coloques o aquário sobre móveis frágeis... Cuidado com acidentes
- Não deixes o aquário próximo a janelas
- Filtro biológico de fundo (alguns aquaristas gostam e recomendam . Pessoalmente acho que é um conceito ultrapassado de filtragem, mas respeito todas as opiniões contrárias).
- Não deixes o compressor próximo aos reactores das lâmpadas fluorescentes.
- Não deixes o pote de comida próximo ao calor da lâmpada.
- Muita aeração na água é má para as plantas.
- Nunca retires o aquecedor ligado da água.
- Não ligues o aquecedor fora da água.
- Não te esqueças de desligar o aquecedor quando fizeres a troca parcial e a água ficar abaixo do nível do mesmo, sob pena dele explodir e contaminar todo o aquário quando a água nova e fria (em relação a ele, que ficou aquecendo fora da água) for reintroduzida.
- Desliga também o filtro externo no acto da troca parcial, pois com a baixa do nível da água ele pode parar de captá-la e trabalhar a seco, podendo queimar a sua bomba.
- A bomba submersa, quando utilizada, deve trabalhar submersa mesmo .
- Nunca troques toda água do aquário, mesmo que esta esteja descansada - isso é para aquaristas bem mais experientes. Cuidado. A água da troca deve ter o mesmo PH da água trocada e em caso de águas alcalinas que possuam amônia, a água a ser introduzida deve ter o pH abaixo de 7,0.
- Evita colocar juntos peixes da água ácida e outros de água alcalina. Normalmente não combinam.
- Nunca utilizes no solo cascalho colorido que solta tinta e é horrível.
- Procura não construir o teu aquário. Se o fizeres, procura verificar as espessuras adequadas .dos vidros a utilizar e pede orientações confiáveis sobre travas.
- Não super-alimentes os peixinhos que ficam em criadeiras. A água ficará muito turva e eles morrerão.
- Em aquários recém montados, espera uns 15 a 20 dias antes de colocar os primeiros peixes no aquário. O ideal seriam 40 dias.
- Não escolhas peixes grandes para habitar o aquário... Prefire os pequenos e filhotes. A adaptação é mais fácil no aquário.
- Não batas no vidro do aquário... Os peixes assustam-se e podem ferir-se.
- Não coloques muito a mão dentro do aquário. Coloqua-a se houver extrema necessidade.
- Não fique modificando sempre a decoração de seu aquário. Procure mexer o menos possível nela. - Procure não fumar ou usar aerosol próximo ao aquário.
- Não te esqueças de colocar uma toalha grande sobre o aquário se fores pintar o ambiente onde o aquário está.
- Nunca dês aos peixes biscoitos, migalhas de pão ou bolachas ou até mesmo alimentos de qualidade duvidosa .
- CARPAS E KINGUIOS vivem bem em tanques externos, pois eles crescem e sujam demais. Evita colocá-los em aquários pequenos, pois arrancarão as plantas e suas fezes poluem a água. KINGUIOS apenas em aquários grandes e com um filtro externo forte.
- Nunca coloques juntos peixes muito grandes com peixes muito pequenos.
- Não super alimentes os peixes com ração. O resto de comida poluirá a água. Evita também dar alimentos em pó, se ainda és iniciante.
- Uma dica importantíssima para verificar se a ração vai poluir o aquário, é retirar um pouco da mesma e olhar dentro do pote. Se houver uma espécie de poeira da ração nas paredes do pote, esta ração é de má qualidade e não deve ser usada em hipótese alguma .
- Não super povoes o aquário. Calcula sempre a porção de 1cm de comprimento de peixe por litro de água (isso não é uma regra - é uma idéia aproximada e não pode ser aplicada a diversos tipos de peixes - pesquisa e pede informação a um lojista de confiança).
- Não coloques plantas de superfície(aguapé, alface d'água, etc.). A luminária queimará as suas folhas e suas raízes são anti-estéticas.
- Não coloques tartaruguinhas e pitus junto com os peixes. Estes animais podem "cutucar" os peixes, principalmente à noite e as tartarugas são verdadeiras máquinas de poluição da água do aquário. Não há peixe que resista .
- Procura não dar peixes vivos aos peixes grandes e carnívoros. Adopta outras opções alimentares (tais como rações específicas e de boa qualidade) e também evitas a possibilidade de estar trazendo doenças para o aquário.
- Os peixes comem tudo que é "bichinho". Evita dar a eles insetos que possuem espinhos, ou ferrão...
Cuidado... - Cuidado com a temperatura da água. Evita deixar a temperatura abaixo dos 20 ou acima dos 30 graus.
- Os peixes comem mais no calor e durante o dia , excepto alguns peixes de hábitos nocturnos, como o são a maioria dos peixes de fundo.
- O movimento da turbulência forte da água não significa necessariamente mais oxigenio para os peixes...
As plantas?... elas precisam de gás carbônico = CO2 - procure pesquisar sobre sistemas de injecção de CO2 se desejas uma vegetação luxuriante.
- Nunca introduzas um medicamento num aquário equilibrado e com muitas plantas. Avalia sempre a gravidade da doença, separa eventuais peixes doentes e trata-os em aquários separados, sem substrato . As plantas morrem em presença de certos medicamentos.
- O carvão activado deverá ser retirado do filtro durante estes tratamentos .
- Não penses que algas no fundo ou pedras esverdeadas são detritos... Isso faz parte do equilíbrio do aquário, desde que de maneira equilibrada .
- Conchas do mar não devem fazer parte da decoração de um aquário da água doce, excepto para determinadas espécies que usam compostos que contem conchas e/ou corais moídos como é o caso dos ciclídeos africanos, que geralmente vivem em águas de ph extremamente elevado .
- Evita deixar o aquário sem tampa de vidro, caso tenhas peixes saltadores(Ex. ESPADA, KILLIFISHES, ETC...)
- Nunca coloques pedras de mármore, halimeda ou dolomita se quiseres montar um aquário de água ácida e nem aquela areia fina à base de mármore .
- Nunca deixes um peixe recém adquirido numa Feira, numa Exposição, apenas num copo de água... Eles não viverão bem... - Apenas vivem razoavelmente em pouca água: BETTA, PEIXE-DO PARAÍSO, TRICOGASTER, COLISA...), mas nem tão pouco e nem tão bem quanto imaginas.
- Nunca penses que comprando dois peixes em um loja, estás a adquirir um casal... Tem sempre num mesmo aquário grupos de peixes da mesma espécie para que casais se formem naturalmente, nem todos são fáceis de identificar o dismorfismo sexual .
- Nunca coloques peixes que nadam muito rapidamente em aquários com pouco comprimento.
- Evita instalar lâmpadas fluorescentes tubulares em aquários altos (com mais de 60cm), pois os raios luminosos destas lâmpadas só são efectivos até 50cm.
- Nunca deixes o aquário muito iluminado (com luz muito forte)... Tem sensibilidade de aquarofilista pois a luz irrita os peixes e tira o seu brilho e sua cor natural.
- Cuidado... Evita fornecer ARTEMIAS SALINAS que adquiris-te vivas e que estão mortas no saquinho.
- Não te esqueças de passar as ARTEMIAS vivas em água corrente (usa uma peneira) antes de fornecê-las aos peixes. - Nunca compres um peixe que vive bem em cardumes, sozinho. Compra no mínimo 5.
- Não coloques sal no aquário que possui TETRAS, CORIDORAS ou CASCUDOS - eles são sensíveis a este componente.
- Nunca tragas de uma loja muitos peixes acondicionados num único saquinho.
- Evita guardar um pouco de ARTEMIA viva para o dia seguinte. - Se na loja escolheres para comprar peixes que estão em diferentes aquários de exposição, pede ao lojista que coloque os peixes escolhidos em saquinhos diferentes.
- Não compres peixes de lojas onde coexistam peixes doentes.
- Alguns peixes não devem ser colocados como primeiros habitantes do aquário: TRICOGASTER, BEIJADORES...
- Não coloques muitos enfeites no aquário, principalmente os que soltam bolhas. - Os peixes dormem... não se assuste se à noite, com a luz apagada, os peixes estiverem parados, próximo ao solo.
- Não trates as plantas como "matinho" achando que elas devem ser repostas periodicamente... Elas crescem muito e vivem muito...
- Não uses muitas Plantas artificiais no aquário
- Não adquiras aquários com altura maior que 80cm... Dificultará a manutenção, pois o teu braço não alcançará o fundo do aquário - é um verdadeiro elefante branco.
- Não ilumines o aquário com lâmpadas coloridas (verde, azul, vermelha, etc) ....ISSO IRRITA OS PEIXES!
- Cuidado...caso separes algum peixe doente para posterior tratamento, usa a mesma água em que o peixe estava).
- Não compres um peixe sem conhecê-lo bem... pelo menos o nome, compatibilidade e necessidades dos teus peixes.
- Não alimentes os peixes à noite, com a luz apagada...
- NUNCA - JAMAIS LAVES UM AQUÁRIO - estarás destruindo toda a colônia de bactérias nitrificantes existentes no mesmo .